Curso: Tecnologias
na Educação: ensinando e aprendendo com as TIC – 2015.
Cursistas: Albertina
Linhares, Celine Azevedo, Deuzanira Montelo e Maria José Cordeiro
Atividade 3.6 –
Conceito de Currículo
O projeto aplicado
com os alunos da 3ª série do C E Wady Fiquene – CAIC, foi
desenvolvido de acordo com os conteúdos especificados no currículo
da escola, porém, na perspectiva do protagonismo do educando,
estimulando-o a buscar respostas utilizando diversas ferramentas,
desde o livro didático ao computador, realizando pesquisas na
Internet, digitando textos, criando apresentações de slides etc.
Nessa perspectiva, os alunos utilizaram os recursos de que a escola
dispões e que, na maioria das instituições escolares, ficam à
margem, sem uso ou sendo usados apenas, para serviços burocráticos.
Assim, sendo o
currículo um conjunto de experiências, vivências práticas das
atividades desenvolvidas na escola, o trabalho com projetos evidencia
a interdisciplinaridade, a cooperação e colaboração entre os
participantes, numa construção coletiva de saberes, fortalecendo
assim, a função social da escola, pois como afirma BORSA, (2007, p.
02),
é na escola que se
constrói parte da identidade de ser e pertencer ao mundo; nela
adquirem-se os modelos de aprendizagem, a aquisição de princípios
éticos e morais que permeiam a sociedade; na Escola depositam-se
expectativas, bem como as dúvidas, inseguranças e perspectivas em
relação ao futuro e às suas próprias potencialidades.
A sociedade atual
exige das escolas a formação do aluno participativo, reflexivo,
crítico e criativo capaz de operacionalizar as competências e as
habilidades adquiridas durante o processo de ensino-aprendizagem, no
entanto, sobretudo, diante dos avanços tecnológicos, por isso, a
escola, precisa tornar-se, efetivamente, um lugar onde todos,
professores, alunos e comunidade, compartilhem saberes, dialoguem,
pesquisem, enfim, construam e reconstruam saberes. Como aponta José
Gimeno Sacristán, da Universidade de Valência, na Espanha (In:
Revista Nova Escola, set. 2014. O
currículo deixa de ser um plano proposto quando é interpretado e
adotado pelos professores. Por isso, conhecer a proposta é
fundamental para que você compreenda o que pode mudar na sua vida
profissional e se posicionar.
Portanto,
é preciso que os professores conheçam os documentos que rezam sobre
a questão curricular, atentando para o fato de que nem os
Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN), muito menos Diretrizes
Nacionais Curriculares, podem ter eficácia dentro das escolas, se os
mesmos não forem entendidos pela comunidade escolar. Além disso, é
preciso ter em mente que os documentos citados, são apenas sugestões
que servem para nortear o Projeto Político Pedagógico – PPP das
escolas, no qual devem ser feitas as devidas adaptações
curriculares. Para Louzano, apud Camilo (2014), os PCN
não explicitam o que o professor tem de ensinar nem o que os alunos
têm de aprender. Já as diretrizes foram pensadas para um contexto
em que o docente tivesse uma formação que o capacitasse para
adaptá-las à sua realidade, o que não ocorreu.
Nesse
contexto, o Ministério da Educação (MEC), no intuito de criar uma
base nacional comum dos currículos, um descritivo de conteúdos e
saberes necessários para cada ano e segmento da Educação Básica,
convocou pesquisadores, formadores de professores e representantes de
associações como a União Nacional dos Dirigentes Municipais de
Educação (Undime) e a Associação Nacional de Pós-Graduação e
Pesquisa em Educação (Anped). O próximo passo será a apresentação
de uma versão do documento aos secretários de Educação, que o
levarão aos professores da sua rede para que seja discutido.
Com
a base comum se cumprirá a meta 7 do Plano Nacional de Educação
(PNE) - fomentar a qualidade da Educação Básica, do fluxo escolar
e da aprendizagem. A lei determina que até junho de 2016 ela seja
encaminhada ao Conselho Nacional de Educação (CNE). Os professores,
segundo o MEC, poderão opinar por meio de uma plataforma digital,
ainda não disponível. (Revista
Nova Escola, set/2014).
O
documento será apenas o primeiro nível de concretização do
currículo, que se completa após o trabalho das redes estaduais ou
municipais e, posteriormente, de cada escola, com o projeto
político-pedagógico (PPP).
REFERÊNCIAS